quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novo videogame open source usa Arduino para jogos

Notícia retirada do site: geek.com.br:

"Programadores profissionais ou amadores que também são apaixonados por games vão adorar o novo Hackvision, um sistema de videogame open-source baseado na plataforma Arduino.

O Hackvision tem o formato de um controle e vem com quatro botões direcionais e um funcional, além de 2 jacks RCA para um áudio mono e imagens em branco e preto.

A placa de circuitos se conecta diretamente a um televisor, fornecendo tudo o que é preciso para programar seus próprios jogos, usando a biblioteca TVout do Arduino para os vídeos, que é robusta e de fácil interação. Além disso, toda a criação (tanto hardware quanto software) é open source e todos os códigos-fonte, esquemas e desenhos de placa estão disponíveis no site do projeto, explica o blog da revista MAKE."

Para quem ficou interessado, segue um video mostrando uma versão do space invaders desenvolvido na plataforma:



Mais informações:

geek.com.br
hackvision

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Experiências em COMPRAS de Arduino em sites gringos

Pessoal livre,

Já efetuei várias compras em sites estrangeiros e já tenho como ensinar o caminho das pedras de vários deles...
Além das compras efetuadas no eBayMercado Livre já fiz várias compras  em sites Internacionais, irei falar da experiência em cada uma das lojas, lembrando que todas aceitam pagamento via PayPal com Cartão de Crédito Internacional e possuem muitos outros componentes e sensores disponíveis para venda:


 SeeedStudio: Chinesa, minha preferida!
    • Possuí frete grátis para compras acima de USD $50,00(cinquenta dólares americanos).
    • O tempo médio de entrega do pedido está variando entre 20 e 30 dias aqui para o PI.
    • Desenvolvem várias soluções baseadas em Arduino e Hardware Livre;
    • O risco de tributação do imposto de importação é baixo, pois sempre declaram valores menores.


Adafruit: Americana
    • O frete é calculado de acordo com o peso do produto.
    • O tempo médio de entrega do pedido está variando entre 40 e 50 dias aqui para o PI.
    • Também desenvolvem soluções baseadas em Hardware Livre.
    • Já fui tributado duas vezes em compras dessa loja, eles não declaram valores menores que o real no formulário de exportação.


DFRobot: Chinesa
    • O frete é calculado de acordo com o peso do produto, e somente enviam para o Brasil via frete expresso, o valor mínimo do frete é de USD $30 (trinta dólares americanos).
    • O tempo médio de entrega do pedido está variando entre 10 e 15 dias aqui para o PI, é a mais rápida dentre todas elas.
    • Também desenvolvem soluções baseadas em Hardware Livre e robótica.
    • Já efetuei três compras nessa loja e nunca fui tributado.


 SparkFun: Americana
 
    • O frete é calculado de acordo com o peso do produto.
    • O tempo médio de entrega do pedido é o mesmo da Adafruit.
    • Também desenvolvem soluções baseadas em Hardware Livre, robótica e diversas outras áreas, dentre todas as lojas citadas é a que possui mais opções de componentes.
    • O risco de tributação do imposto de importação é baixo, pois perguntam se querem que seja enviado com um valor menor.

Bom pessoal, essa é a minha experiência com as lojas citadas, basicamente para efetuar um compra internacional basta um cartão de crédito internacional e uma conta no PayPal, que funciona como um intermediador entre o seu cartão de crédito e a loja, ou seja, a loja nunca vai saber os dados do seu cartão de crédito. Caso ocorra algum problema com a compra, o PayPal irá poderá agir como um intermediador na resolução do caso junto à loja e quando o problema não é resolvido de forma amigável, o PayPal analisa o problema e devolve seu dinheiro caso você consiga provar que a loja não entregou o que vendeu.

Até mais galera!

sábado, 23 de outubro de 2010

Apresentação na I Jornada de Tecnológia

Pessoal,
Já está disponível para download o PDF da apresentação  sobre Hardware Livre!
Download aqui.

Em breve irei postar o código  fonte utilizado nos exemplos práticos, aguardem!!

Motivação

Um vídeo "motivacional" para quem está iniciando os estudos com a plataforma Arduino.

Refurbishing Robot from RobotGrrl on Vimeo.

Como começar com o Arduino

Neste post, pretendo mostrar o caminho das pedras para quem deseja iniciar na plataforma Arduino.

1. Primeiramente, recomendo a leitura desse artigo na Wikipédia.
Além disso, nada melhor que uma descrição tirada do site oficial:

"Arduino is a tool for making computers that can sense and control more of the physical world than your desktop computer. It's an open-source physical computing platform based on a simple microcontroller board, and a development environment for writing software for the board."

2. Para os navegantes de primeira viagem, é interessante a aquisição de um kit para iniciantes. O Starter Pack for Arduino da Adafruit é muito bom. Dentre outros, vem com os seguintes itens:
O kit custa $ 65,00 via Paypal. Caso você não possua um cartão internacional, pode comprar esse kit da Multilógica. O kit custa R$ 218,00.

3. Quando o kit chegar, recomendo a leitura dos seguintes tutoriais que mostram a execução de projetos simples:

http://www.ladyada.net/learn/arduino
http://www.multilogica-shop.com/Exemplos

4. Outros links interessantes:

Site oficial do Arduino
http://www.arduino.cc

Seeed Depot - Desenvolve e comercializa produtos baseados no Arduino
http://www.seeedstudio.com/depot

Arduino no Mercado Livre
http://lista.mercadolivre.com.br/arduino

30 Arduino Projects for the Evil Genius - Livro para iniciantes
http://www.amazon.com/gp/product/007174133X/ref=oss_product

Arduino Inventor's Guide - Livro gratuito, distribuido pela sparkfun.com
http://www.sparkfun.com/commerce/product_info.php?products_id=9829

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Introdução a Redes de Sensores Sem Fio

Este é um blog dedicado ao Arduino, mas o meu primeiro post será dedico ao meu tema de mestrado: Redes de Sensores sem Fio. Nos próximos posts, mostraremos como montar uma rede de sensores utilizando a plataforma livre Arduino.

Introdução

As Redes de Sensores sem Fio (RSSF), ao longo dos últimos anos, tem despertado crescente interesse por parte da comunidade científica devido à sua grande aplicabilidade nas mais diversas áreas, como, por exemplo, monitoramento ambiental, saúde, agricultura de precisão, etc. Dentro do contexto de ambientes inteligentes, as redes de sensores desempenham papel de destaque permitindo que diversos dispositivos possam coletar e processar informações de várias fontes e, ao mesmo tempo, possam controlar processos físicos e interagir com seres humanos de forma tranquila e transparente (Calm and Disappearing technologies) [1].

Tipicamente formada por centenas de pequenos dispositivos operados por baterias, essas redes utilizam comunicação sem fio de baixo alcance, além de possuírem severas restrições de vários outros recursos como, por exemplo, energia, largura de banda, capacidade de processamento e armazenamento. Muitas vezes esses mesmos nós são espalhados em uma região de difícil acesso, tornando complicado, ou mesmo impossível, a reposição de um nó danificado ou de uma bateria esgotada.


Componentes de uma RSSF

Dentre os principais componentes de um RSSF, podemos citar: o sensor, o observador e o fenômeno (Figura 1). A seguir, definimos cada um deles:

Sensor: dispositivo que realiza a monitoração física de uma determinada área gerando informações de medidas, produzindo uma resposta relevante em relação as mudanças da área monitorada. A Figura 2 ilustra dois modelos de nós sensores disponíveis.

Observador: usuário final interessado em obter as informações disseminadas pela rede de sensores em relação a um fenômeno. Ele pode indicar interesses (ou consultas) para a rede e receber respostas destas consultas. Além disso, podem existir, simultaneamente, múltiplos observadores numa rede de sensores.

Fenômeno: entidade de interesse do observador, que está sendo monitorada e cuja informação será analisada e filtrada pela rede de sensores. Além disso, múltiplos fenômenos podem ser observados concorrentemente numa rede.


Numa rede de sensores típica, os sensores individuais coletam e disseminam informação, quando necessário, para outros sensores e eventualmente para o observador. Esse tipo de rede não exige a definição de uma infraestrutura. Assim, o posicionamento dos nós na rede pode ser aleatório, pois os próprios nós são capazes de se auto organizar. Os sensores realizam o monitoramento de eventos, enviando os dados coletados, ou recebidos de outro nó, para um dos nós vizinhos. Esta comunicação entre os nós é realizada até que um nó especial, denominado (sink) ("sorvedouro" ou estação base) receba as informações. O sink serve de interface entre a rede e o observador. Este nó é capaz de se comunicar com observador através de um link de comunicação, como, por exemplo, a Internet ou de uma conexão por satélite. Esta arquitetura baseada em múltiplos saltos é chamada de multihop. O modelo de comunicação multihop é particularmente atrativo para as RSSF uma vez que os nós sensores podem atuar ao mesmo tempo como sensor e retransmissor, sem necessidade de uma infra-estrutura definida. Dependendo de uma aplicação particular, a probabilidade de haver um nó intermediário no lugar certo e na hora certa é alta [2].

Aplicações

A aplicação mais comum das redes sensores é na medição de condições ambientais, como temperatura, pressão, umidade e condições do clima ou do solo, mas elas também são bastante utilizados em outras áreas, tais como: aplicações domésticas, médicas, militares e redes veiculares.

Dentro do contexto dos Ambientes Inteligentes, as RSSF desempenham um papel importante. Em tais ambientes, diferentes dispositivos (sensores e atuadores) irão capturar e processar diversos tipos de informações do meio com o objetivo de controlar processos físicos ou mesmo interagir com seres humanos [2]. A incorporação desses dispositivos ao ambiente deve ocorrer de uma forma não intrusiva, ou seja, imperceptível aos olhos humanos, quase “invisível”, ou, conforme definido em [3], de maneira ubíqua. É nesse ponto onde entram as redes de sensores. Através de sua comunicação sem-fio, os nós sensores poderiam captar as informações de interesse do ambiente onde estão inseridos e transmitir essas informações para processadores embutidos em equipamentos domésticos (ar-condicionados, aparelhos de tv’s, smatphones, etc) de modo que uma aplicação possa executar operações baseadas nessas leituras. A seguir, ilustramos algumas aplicações típicas.


1. Controle Ambiental e Mapeamento da Biodiversidade

Através das redes de sensores é possível, por exemplo, monitorar o habitat natural de algum animal de uma maneira não intrusiva. Além disso, é possível o monitoramento de poluentes químicos em um ambiente, como depósitos de lixo.


2. Recuperação de Desastres

As redes de sensores podem desempenhar um papel importante nas aplicações de recuperação de desastres. Pode-se, por exemplo, utilizá-las na detecção de incêndios em florestas, através do constante monitoramento da temperatura do ambiente.


3. Agricultura de Precisão

Na agricultura, as RSSF podem ser utilizadas para aumentar a precisão da irrigação e fertilização, através de sensores de umidade e composição do solo depositados nos campos de plantio. Monitoramento de animais também é possível. Depositando sensores nos corpos de animais como vacas ou porcos, é possível verificar quando a quantidade de animais doentes atinge um determinado limite.


4. Saúde

Administração automática de medicamentos, monitoramento de pacientes pós-operatórios e idosos são apenas alguns exemplos onde as redes de sensores podem ser aplicadas na área de saúde.


5. Edifícios Inteligentes

É bastante comum, em edifícios, o desperdício de energia pelo uso indevido de ventilação, umidade, ar-condicionado. Assim, um controle preciso de vários parâmetros físicos através de uma rede de sensores pode aumentar, consideravelmente, a qualidade de vida dos ocupantes bem como reduzir o consumo de energia.

Além disso, os nós sensores podem ser utilizados para monitorar o nível de stress de edifícios ou construções em zonas com atividades sísmica.


6. Redes Veiculares

Condutores de veículos se beneficiarão bastante do uso de redes de sensores situadas nas laterais de estradas e integradas aos sistemas de transporte inteligentes. Os veículos “top de linha” já vêm sendo equipados com sensores, que auxiliam em tarefas como manobras de estacionamento e de manutenção do motor. Dirigir será cada vez mais seguro, menos cansativo e um pouco mais prazeroso. Em breve, haverá cooperação entre veículos, bem como de veículos com infraestruturas de estradas, possibilitando diversas aplicações, até mesmo de condução autonômica, eliminando a intervenção constante do motorista.


Referências

[1] Leal, L. B., da Silva Araújo, H., Almeida, L. H. P., de Sousa Lemos, M. V., and Filho, R. H. (2008). Uma abordagem cross-layer para controle e gerenciamento em rssf. In AISC ’08: Proceedings of the sixth Australasian conference on Information security, pages 93–105.

[2] Karl, H. and Willig, A. (2005). Protocols and Architectures for Wireless Sensor Networks. John Wiley & Sons.

[3] Weiser, M. The Computer for 21st Century. Scientific American, 43(3): 66-75,1991